segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Eutanásia é crime



Eutanásia é crime

Embora ilegal, 16 médicos entrevistados pelo jornal Folha de S.Paulo, em Fevereiro de 2005,disseram que a eutanásia é prática habitual nas Unidades de Cuidados Intensivos do Brasil.

Para eles, é uma forma de abreviar o sofrimento do doente e da sua família, além de satisfazer a aspectos práticos como o de desocupar camas para os que têm mais possibilidade de sobreviver, ou o de diminuir os altos custos das UCI, uma preocupação obsessiva da medicina privada.Segundo a mesma reportagem, os Conselhos Regionais de Medicina inclinam-se também a aceita-la.

Nos hospitais é comum ver-se a aplicação de um cocktail de sedativos na veia do paciente terminal.Quanto a dosagem do remédio já não faz efeito, o médico aumenta-a, gradativamente, apressando, com isso a sua morte, porque o sedativo é tóxico.Quer desligando os aparelhos, quer aumentando os sedativos, a intervenção do médico é decisiva e tem apressado a morte de muitos pacientes.

Não é isto um terrível contra-senso? O médico não jurou lutar sempre pela vida? Débora Diniz, professora de Bioética de Universidade de Brasília, disse ao repórter que não é bem assim.Para ela, a eutanásia é um direito individual, de modo que, embora haja o conflito ético, essa atitude pode ser vista como um “gesto de solidariedade do médico” em relação ao seu paciente.

Infelizmente, esta é a tendência predominante no mundo de hoje, a da bioética utilitarista, que dá ao paciente autonomia para decidir quanto ao momento da morte.

Com base nesse modelo, a Holanda e a Bélgica legalizaram a eutanásia e o Estado de Oregon, nos EUA, aprovou uma lei que permite, desde 1994, o suicídio medicamente assistido, em que o médico ajuda o doente a morrer. Vivemos o apogeu da era materialista e hedonista na face da Terra.

O corpo é visto como uma coisa que se pode descartar, quando não mais apresenta a propalada "qualidade de vida", comummente associada, pelos materialistas, à juventude, aos gozos da liberdade e do movimento, e do pleno funcionamento das faculdades mentais.

Como se o ser humano fosse um boneco que não devesse passar por outros tipos de experiências, como a da decrepitude física e mental. Para o médico espírita, porém, o paradigma é outro. O modelo personalista espírita considera a vida um direito natural, inalienável.

Quando mais estuda os fenómenos da natureza, mais se convence de que a vida resulta de um excepcional planeamento e mais se inclina perante o poder de Grande Programador - Deus - a Sublime Consciência do Universo.

Com base na fé raciocinada, o médico espírita tem certeza de que a eutanásia é um gesto de insubordinação, de rebeldia, da criatura perante o seu Criador, e que, no devido tempo, responderá por ela.

Folha Espírita, Março de 2005.



Quem não se engana? Só Deus.

Estava eu a ler este artigo quando me despertou na memória caso verídico ocorrido comigo há alguns bons anos e ainda não tinha conhecimento do espiritismo...

... Em conjunto com mais dois amigos, fui visitar no hospital um colega nosso de trabalho que tinha sofrido uma intervenção cirúrgica ao estômago e que se encontrava com dificuldades, quando não é o nosso espanto uma senhora mais a filha de um senhor da cama ao lado, pede se um de nós não se importava de fazer a barba ao marido que desenganado dos médicos, não devia durar mais uma noite e que motivos imprevistos impediram o barbeiro do hospital poder fazer-lhe a barba.

Os meus colegas disseram redondamente que não eram capazes, restava-me a mim que me encontrava atrás deles:

- Mas com que material? - Perguntei eu. Ela apresentou-me uma navalha de barbeiro, o pincel e o creme...e eu que nunca fiz a barba a ninguém e muito menos com uma navalha de barbear tinha receio de o cortar!

A linguagem não-verbal da senhora, um simples, mas grave encolher de ombros, denúncia um suspeito desprezo pela vida humana, num misto de não faz mal - como quem diz está para morrer - que importância pode ter um golpe?

Vou tentar não o ferir! - Disse-lhe eu, e efectivamente assim o fiz. Pus-lhe com o pincel o creme na cara e devagar, fui-lhe desfazendo a barba. Quando me preparava de novo para pôr-lhe o creme para a operação final, de modo a que a sua cara ficasse completamente lisa, a esposa interpõe da seguinte forma:

- Já está bom, não precisa mais!

- Há isso é que não está, já agora deixe-me fazer o trabalho bem feito! - E assim consegui fazer a barba ao senhor, como mandam as boas regras.

A senhora e a filha agradeceram-me mais um pouco de conversa com os meus colegas e com um desejo de melhoras deixámos o hospital. Nunca mais voltei a esse hospital, embora mais tarde, quando o meu colega teve alta e regressou ao trabalho, relatou-nos que o senhor apanhou-se de barba feita, não quis morrer e para espanto dos médicos quanto às melhoras súbitas, teve alta e saiu do hospital! Este facto impressionou muito este meu colega, de volta e meia voltava-me a falar do assunto.

Isto para concluir, quem não se engana? Até mesmo os médicos! Quem somos nós para abreviar a vida de alguém, mesmo pensando estar fazendo um grande bem? Quantas vezes tomam decisões erradas!

Só Deus sabe o dia e a hora da nossa partida, não está nas suas leis: "Não matarás"?




Pergunta: Qual postura se deve ter perante a eutanásia? Estando o corpo físico sendo mantido por instrumentos, o espírito continua ligado a ele ou não?


Emmanuel - Os profissionais e responsáveis por pacientes que consentem com a prática da eutanásia, imbuída de ideias materialistas, desconhecem a realidade maior quanto à imortalidade do espírito. A morte voluntária é entendida como o fim de todos os sofrimentos, mas trata-se de considerável engano.

A fuga de uma situação difícil, como a enfermidade, não resolverá as causas profundas que a produziram, já que estas se encontram em nossa consciência.É necessário confiar, antes de tudo, na Providência Divina, já que tais situações consistem em valiosas lições em processos de depuração do espírito.

Os momentos difíceis serão seguidos, mais tarde, por momentos felizes. Deve-se lembrar também que a ciência médica avança todos os dias e que males, antes incuráveis, hoje recebem tratamento adequado, além disso, em mais de uma ocasião já se verificaram casos de cura em pacientes desenganados pelos médicos.

Quanto à outra questão, respondemos que sim, os aparelhos conseguem fazer com que o espírito permaneça ligado a seu corpo por meio de laços do perispírito. Isso ocorre porque eles conseguem superar, até certo ponto, as descompensações e desarmonias no fluxo vital do organismo causado pela enfermidade.

(Do livro “Plantão De Respostas “ – Francisco Cândido Xavier, Pinga Fogo)

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, no Capítulo V (Bem-aventurados os aflitos), item 28.

“Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se-lhe alguns instantes de angústia, apressando-se-lhe o fim?”, nós podemos obter a resposta: “Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir o homem até a borda do fosso, para daí o retirar a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar ideias adversas das que tinha? Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A ciência não se terá enganado nunca em suas previsões? (...) ”

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