quinta-feira, 21 de julho de 2011

Estudando o Espiritismo-Dimensões da Verdade


Estudando o Espiritismo - D.V.

Na Cura pelo passe, o Médium passista tem um papel fundamental, não pode ser apenas um mero robô de mãos estendidas como se nada dependesse dele, ao contrário, deve preparar-se convenientemente para essa nobre tarefa, pois, como nos esclarece a doutrina espírita em A Gênese, Cap. XIV, item 33, a mais das vezes, a cura se verifica pelo apelo do médium através da ligação por pensamento ao Espírito magnetizador que o inspira a agir de acordo com a necessidade do irmão à sua frente, que o Médiun só perceberá se estiver realmente preparado para a tarefa. Nada se consegue sem trabalho, preparo e dedicação.

Onde explica que se deve simplesmente estender as mãos?

PASSES

Para o exercício equilibrado da mediunidade curadora, através do serviço do passe, são exigidos vários requisitos que não podem ser amesquinhados.

Inalterável confiança no Senhor e conduta compatível com a fé esposada.

Serenidade íntima e passividade completa à inspiração superior.

Sintonia com as Esferas Mais Altas e hábito da prece.

Capacidade de amor ao próximo e abnegação na extensão do serviço de auxílio.

Espírito de humildade e tirocínio de discernimento.

Saúde física e mental e meditação nos objetivos superiores da vida.

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Após as malogradas tentativas feitas pelos discípulos, de expulsão do “espírito imundo” que se apossara de um jovem lunático, o Mestre sem delongas, repreendeu o desencarnado e libertou o enfermo.

E como os companheiros lhe indagassem o porquê do próprio fracasso, o Senhor, após falar-lhes da falta de fé, afirmou sereno: “esta casta de espíritos não se expulsa senão pela oração e pelo jejum”.

Tal oração, consideremos a comunhão constante com Deus, da qual decorre o jejum aos atos que degradam o espírito e envilecem o caráter.

Assim fazendo, não padecem dúvidas: os resultados na aplicação dos passes serão salutares e imediatos.

Livro: Dimensões da Verdade

Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Obs.: Meus caros irmãos e amigos, diante do que nos afirma a Veneranda Joanna de Ângelis, na matéria aqui exposta, penso que por ora, não precisamos dizer mais nada sobre esse assunto.

Estaremos fazendo algumas colocações sobre o tema, para posterior publicação em nosso Blog Espírita.
Continuemos estudando o espiritismo em profundidade e com seriedade!

Francisco Rebouças

Estudando a Doutrina Espírita -Conclusão


Conclusão sobre o Passe Espírita: Meus prezados amigos, não pretendemos ter a audácia de nos apresentar como os donos da verdade, nem o disparate de pensar que estamos dizendo a última palavra sobre o tema aqui exposto, e, embora respeitando as opiniões em contrário, de quantos não concordarem conosco, temos o dever de dizer com toda convicção de um coração transbordando de alegria, que nossos argumentos estão fundamentados na doutrina espírita, e que por essa razão, optamos por ficar com Kardec, e com os Espíritos Superiores, nas matérias aqui expostas, contidas na Codificação e nas obras auxiliares de reconhecido conteúdo doutrinário.

Assim sendo, não podemos aceitar simples opiniões pessoais de escritor algum ou mesmo de quem quer que seja, como tendo o mesmo peso dos ensinos dos prepostos de Jesus.

Para finalizar, solicitamos atenção para nossas observações seguintes:

a) Em primeiro lugar, precisamos dedicar todo esforço possível na necessária preparação para o exercício da nobre tarefa da mediunidade em todos os sentidos, pelo estudo sério e constante do espiritismo, como sendo o compromisso maior que assumimos com a doutrina que dizemos professar.

b) Que no caso específico da Cura pelo Passe Espírita, conforme esclarecimentos aqui expostos, retirados dos ensinos ministrados pelos Espíritos Superiores na Codificação e nas obras auxiliares de reconhecido valor doutrinário para um melhor resultado na atividade de Cura, devemos sim, movimentar as mãos, em direção aos órgãos em desequilíbrio do irmão à nossa frente, sintonizados com a equipe Espiritual Superior, responsável pelas tarefas em desenvolvimento, que nos assistirão, inspirando-nos a fazer este ou aquele movimento visando o restabelecimento da normalidade do órgão em desequilíbrio no irmão assistido.

Estudemos com seriedade e disciplina, para que não nos apresentemos ao trabalho tão nobre da mediunidade com Jesus, sem estarmos preparados condignamente para essa sublime realização, e, jamais procedamos a ESMO em nossas tarefas de tamanha importância e responsabilidade, e sim com todo preparo exigido para que possamos realizá-las com todo ESMERO, e com muito amor no coração.

OBS.: Continuaremos com novos estudos e pesquisas, que regularmente estaremos divulgando em nosso blog espírita sobre esse tema.

Francisco Rebouças

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

História de um Pão

História de um Pão

Quando Barsabás o tirano, demandou o reino da morte, buscou debalde reintegrar-se no grande palácio que lhe servia de residência.A viúva, alegando infinita mágoa, desfizera-se da moradia, vendendo-lhe os adornos.

Viu ele, então, baixelas e candelabros, telas e jarrões, tapetes e perfumes, jóias e relíquias, sob o martelo do laloeiro, enquanto os filhos querelavam no tribunal, disputando a melhor parte da herança.

Ninguém lhe lembrava o nome, desde que não fosse para reclamar o ouro e a prata que doara a mordomos distintos.

E porque na memória de semelhntes amigos ele passava, agora de sombra, tentou o interesse afectivo de companheiros outros da infância…

Todavia, entre estes encontrou simplesmentea recordação da malquerença e de usura.

Barsabás entregou-se às lágrimas, de tal modo, que a sombra lhe embargou, por fim, a visão, arrojando-o nas trevas…

Vagueou por muito tempo no nevoeiro, entre vozes acusadoras, até que um dia aprendeu a pedir na oração, e, como se a rogativa lhe servisse de bússola, embora caminhasse às escuras, eis que, de súbito, se lhe extingue a cegueira e ele vê, diante de seus passos, um santuário sublime, faiscante de luzes.

Milhões de estrelas e pétalas fulgurantes povoavam-no em todas as direções.

Barsabás, sem perceber, alcançara a Casa das Preces de Louvor, nas faixas inferiores do firmamento.

Não obstante deslumbrado, chorou, impulsivo, ante o ministro espiritual que velava no pórtico.

Após ouvi-lo, generoso, o funcionário angélico falou, sereno:

-Barsabás, cada fragmento luminoso que contemplas é uma prece de gratidão que subiu da Terra…

-Ai de mim-soluçou o desventurado-eu jamais fiz o bem…

-Em verdade-prosseguiu o informante-, trazes contigo, em grandes sinais, o pranto e o sangue dos doentes e das viúvas, dos velhinhos e órfãos indefesos que despojaste, nos teus dias de invigilância e de crueldade; entretanto, tens aqui, em teu crédito, uma oração de louvor…

E apontou-lhe acanhada estrela que brilhava à feição de pequeno disco solar.

-Há 32 anos-disse, ainda, o instrutor-deste um pão a uma criança e essa criança te agradeceu, em prece ao Senhor da Vida.

Chorando de alegria e consultando velhas lembranças, Barsabás perguntou:

_Jonakim, o enjeitado?

-Sim, ele mesmo-confirmou o missionário divino.

-Segue a claridade do pão que deste, um dia, por amor, e livrar-te-às, em difinitivo, do sofrimento nas trevas.

E Barsabás acompanhou o tênue raio do tênue fulgor que se desprendia daquela gota estelar, mas, em vez de elevar-se às Alturas, encontrou-se numa carpintaria humilde da própria Terra.

Um homem calejado aí reflectia, manobrando a enxó em pesado lenho….

Era Jonakim, aos quarenta de idade.

Como se estivessem os dois identificados no doce fio de luz, Barsabás abraçou-se a ele, qual viajante abatido, de volta ao calor do lar.

Decorrido um ano, Jonakim, o carpinteiro, ostentava sorridente, nos braços, mais um filhinho, cujos louros cabelos emolduravam belos olhos azuis.

Com a benção de um pão dado a um menino triste, por espírito de amor puro, conquistara Barsabás, nas Leis Eternas, o prêmio de renascer para redimir-se.

Pelo Espírito Irmão X

Psicografia do Médium Francisco Cândido Xavier.